Região sente reflexos da crise moveleira
Tradicionalmente os contratos das empresas do setor moveleiro com o mercado externo são fixados em dólar e com a crise e a desvalorização da moeda americana, o dólar passou a valer em real, cada vez mais abaixo do que as indústrias necessitariam para ter lucro, ou pelo menos, não ter prejuízo com suas exportações. Para muitos empresários a crise foi acentuada e rápida, não havendo muito tempo para se buscar novas alternativas.
A empresa Famossul, principal responsável pela geração de postos de
trabalho no município de Piên, vive dias de instabilidade. E não é a
única, todo setor moveleiro do país que trabalha com o mercado externo
enfrenta forte crise nos últimos três anos. Na região de São Bento do
Sul, por exemplo, calcula-se que pelo menos 4 mil pessoas já tenham
perdido o emprego neste período. E o que resultou tudo isso? A causa
inicial apontada pelos empresários é a desvalorização do dólar, que
torna a negociação internacional inviável, já que o valor dos contratos
não cobre o alto custo da produção, que agrega ainda tributos e
mão-de-obra.
Tradicionalmente os contratos das empresas do setor moveleiro com o
mercado externo são fixados em dólar e com a crise e a desvalorização
da moeda americana, o dólar passou a valer em real, cada vez mais
abaixo do que as indústrias necessitariam para ter lucro, ou pelo
menos, não ter prejuízo com suas exportações. Para muitos empresários a
crise foi acentuada e rápida, não havendo muito tempo para se buscar
novas alternativas.
No final do ano, a impressão era de que a vulnerabilidade no setor
havia se estabilizado. Mas parece que o ano novo não afastou a crise
velha. Nesta semana a Famossul, em Piên, suspendeu sua linha de
produção na fábrica, o que se acredita é reflexo da dificuldade em
formalizar novos contratos. Sem vender não há porque produzir. O
impacto pode culminar em novas demissões, uma triste notícia para a
comunidade local.
No mercado globalizado, a crise econômica pela qual atravessa os
Estados Unidos produz reflexos para os demais países e pode complicar
ainda mais a situação do mercado moveleiro, em especial do Brasil. Além
disso, há a concorrência de outras regiões fabricantes de móveis. Para
o presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento
Gonçalves – Sindmóveis, Henrique José Bertolini, esta é uma tendência
clara e irreversível. Já se iniciou com várias ofertas e que
gradualmente torna-se mais forte quer por fabricantes chineses, quer
por indianos, bem como por europeus. “É uma situação que veio para
ficar e com a qual teremos de conviver”, comenta. Para ele, algumas
ações podem contribuir, como inovar no design e no uso de
matérias-primas alternativas, investindo em automação para ganhar em
produtividade. “Quem não fizer isto, não terá condições de concorrer
neste mercado. É preciso reconhecer, porém, que isto traz redução na
ocupação da mão-de-obra”, diz.
Fonte: <http://www.remade.com.br>








