Resíduos de madeira também geram renda
Na natureza, nada se cria, tudo se transforma. Essa máxima foi demonstrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) durante a última Feira Internacional da Amazônia (Fiam), onde o instituto apresentou seu projeto de criação de tecnologias para o aproveitamento de madeiras oriundas de resíduos de serrarias e de projetos de manejo florestal.
Com a
tecnologia do Inpa, resíduos de serraria, por exemplo, vêm se transformando em
instrumentos musicais, além de trabalhos de arte de marchetaria, que é a colagem
de diferentes tipos de madeira. A técnica da marchetaria já é usada no município
de Cruzeiro do Sul, no Acre, onde também os índios Yawanawá vêm fazendo belos
móveis e peças de decoração das madeiras que caem dentro dos rios durante o
inverno amazônico.
A pesquisadora Claudete Catanhede, do Inpa, estudou
técnicas de marchetaria para a fabricação de produtos que revelam a identidade
amazônica e trazem desenvolvimento para a região. Segundo a pesquisadora, a
proposta beneficia a empresa que produz os artefatos, gera empregos na região, e
cria oportunidades de negócios.
Para idealizar o projeto, Claudete
estudou a industrialização de árvores pouco conhecidas na Amazônia e realizou
pesquisa tecnológica sobre a qualidade das espécies. Segundo a pesquisadora,
muitas pessoas pensam que só espécies como o cedro e mogno podem ser utilizadas,
o que aumenta muito a demanda por essas madeiras e elas acabam desaparecendo.
O projeto de criação de instrumentos musicais a partir de madeiras
amazônicas, que foi apresentado durante a IV Feira Internacional da Amazônia tem
contado com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas
(Fapeam) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Fonte: kaxiana - Agência de Notícias da Amazônia








