Setor de máquinas e equipamentos pede barreiras contra importados
O setor de máquinas e equipamentos irá apresentar ao governo federal uma
nova proposta para tentar barrar a forte importação de produtos do
ramo. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e
Equipamentos) quer que o governo adote uma política de preço mínimo de
importação, que levaria em conta a relação entre o valor médio do
equipamento no mercado internacional e o peso.
"Qualquer importação que esteja fora do preço médio internacional
passará a ter um controle rigoroso do governo. Os impostos passam a
incidir como se o produto custasse 25 dólares por quilo [o preço médio
internacional de determinado produto] e não os 6 dólares [preço do
produto importado pelo Brasil] por quilo, por exemplo", exemplificou o
diretor de Competitividade da Abimaq, Fernando Bueno.
Há alguns meses, a entidade chegou a pedir ao governo a adoção de
uma alíquota de 35% do Imposto de Importação de máquinas e equipamentos,
que atualmente é de 14%. Mas não levou a proposta adiante. "Aquilo tem
de ser interpretado da seguinte maneira: foi uma jogada política para
mostrar que a luz vermelha acendeu", disse o diretor.
No acumulado de janeiro a setembro de 2010, o país importou US$ 18,2
bilhões em máquinas e equipamentos, 31% a mais que no mesmo período de
2009. Estados Unidos, seguidos de China, Alemanha e Japão, são os
principais exportadores para o mercado brasileiro.
Fonte: Agência Brasil (28/10/2010)








