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Setor de máquinas se une no Mercosul

Os fabricantes de máquinas e equipamentos do Brasil se uniram aos seus pares na Argentina para tentar restabelecer um maior nível de proteção no país vizinho contra os bens de capital importados de fora do Mercosul.

Setor de máquinas se une no Mercosul

Mercosul

Representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da Associações de Indústrias Metalúrgicas da República Argentina (Adimra) criaram uma comissão técnica para apresentar seus pleitos aos governos dos dois países. "Aumenta o êxito de sermos ouvidos", diz Newton de Mello, presidente da Abimaq.

Brasil e Argentina possuem uma série de regime de exceções para a importação de bens de capital. Em reunião realizada em dezembro do ano passado, os governos mantiveram todas as regras atuais até 31 de dezembro de 2008. Mas decidiram que um regime comum deve ser estabelecido até o final desse ano. O objetivo é dar um prazo de dois anos para que as empresas que importam bens de capital possam se adaptar.

Enquanto o Brasil aplica uma tarifa de 15% para de máquinas e equipamentos, a Argentina possui uma "licença" para importar bens de capital sem cobrar tarifa. O governo do país vizinho argumenta que está desonerando os investimentos, mas a medida desagrada os fabricantes de máquinas brasileiros e argentinos. Já o Brasil possui uma lista de "ex-tarifários", máquinas sem similar nacional cujas tarifas são reduzidas de 14% para 2%.

A Abimaq está propondo a criação de "ex-tarifário" regional - ou seja, para máquinas que não sejam produzidas em nenhum país do Mercosul. A entidade também pede que a exceção seja aberta atendendo ao pedido de cada empresa. A Adimra está analisando a proposta.

Mário Polijronópulos, presidente da entidade argentina, reconhece que existe uma assimetria entre os países, pois o Brasil incentiva a compra de máquinas com financiamento mais barato. "Não queremos tirar esses benefícios do Brasil, mas criá-los na Argentina", diz. O executivo diz que o setor está se recuperando na Argentina após crise aguda.

 

Fonte: Valor Econômico - Raquel Landim 03/07/2006

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