Setor de Máquinas sob forte Impacto
O faturamento do setor de máquinas e equipamentos registrou uma queda de 25% no primeiro quadrimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2008.
O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos atingiu R$ 4,72 bilhões no mês de abril de 2009, o que significou uma queda de 17,2% em relação ao faturamento de março e de 25,0% em relação a abril de 2008. O faturamento acumulado no primeiro quadrimestre de 2009 foi de R$ 18,70 bilhões, valor 20,0% menor que os R$ 23,39 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2008. Descontando desse resultado a inflação do período, a redução foi 24,8%.
De acordo com Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), a situação é quase caótica. “Essa queda no faturamento do quadrimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2008, reflete o comportamento negativo da maioria dos setores fabricantes de máquinas e equipamentos e, se os nossos pleitos não forem ouvidos pelo governo, não sabemos qual será o destino das nossas indústrias”, afirma Aubert.
A maior redução no faturamento ocorreu no segmento de máquinas e equipamentos para madeira, cujo recuo foi de 61,2%. A seguir, situam-se o setor de máquinas-ferramenta, com uma queda de 53,5%; máquinas e acessórios têxteis, com -44,3%; máquinas e implementos agrícolas, com -43,9%; máquinas para artigos plásticos, com -28,1%; e equipamentos hidráulicos e pneumáticos, com -25,7%. De todos os segmentos representados na Abimaq, somente três registraram desempenho positivo no período: equipamentos pesados, com crescimento de 23,1%, bombas e motobombas, com +9,1%; e válvulas industriais, com +1,9%.
Consumo aparente
O consumo aparente interno (produção – exportação + importação) de máquinas e equipamentos teve uma queda de 10,7%, em abril de 2009, quando comparado com março de 2009; em relação a abril de 2008, a queda foi de 5,6%. No acumulado do quadrimestre, o consumo aparente interno foi de R$ 27,61 bilhões, valor 1,9% inferior ao do mesmo período de 2008.
Em abril de 2009, o setor funcionou com 80,1% de sua capacidade instalada, o que significou um declínio de 7,3% em relação a abril de 2008. A carteira de pedidos recuou para 18,9 semanas de atendimento, período 3,8% menor do que a carteira de 19,7 semanas de abril de 2008.
Comércio exterior
No primeiro quadrimestre de 2009, as exportações atingiram US$ 2.555 milhões, o que significou uma queda de 26,7% em comparação com o mesmo período de 2008. As importações, porém, registraram um crescimento de 3,6% no primeiro quadrimestre de 2009, em relação ao mesmo período de 2008, totalizando US$ 6.458 milhões no período. No comparativo mensal, em abril, as importações permaneceram estáveis, mas as exportações caíram 15,7%, ambas em relação a março deste ano.
Emprego
O nível de emprego no setor recuou 0,9% no mês de abril, quando comparado com março e de 2,4% em relação abril de 2008. Em números absolutos, de outubro de 2008 a abril de 2009, o setor registrou uma redução de aproximadamente 17 mil postos de trabalho e, de acordo com Aubert, se nenhuma medida for tomada, esse número poderá subir para 50 mil ainda no primeiro semestre de 2009.
Fonte: Revista Siderurgia Brasil/Abimaq - www.abimaq.org.br








