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Setor de tecnologia vê ganhos na crise

O setor de tecnologia da informação (TI) cresce com a crise. Motivo: cresceu a demanda por seus serviços, por parte de empresas de variados portes que buscam soluções tecnológicas para reduzir os custos e aumentar a produtividade.

A premissa de que crise financeira pode se tornar sinônimo de oportunidade de negócios está se transformando em realidade no mercado de tecnologia da informação (TI) brasileiro, que em alguns casos vê empresas refazer seus planos de crescimento e até dobrar de tamanho neste ano. O segmento é um dos poucos que encontraram, nas dificuldades de seus clientes, um grande pilar de crescimento, ajudando empresas de diversos segmentos a reduzir custos e a aumentar a produtividade, tudo com o auxílio da tecnologia.

O mercado está tão aquecido que, de acordo com expectativas da consultoria IDC e da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), os segmentos de software e serviços crescerão em torno de 9% este ano, com um faturamento que deve atingir US$ 16,36 bilhões. Em 2008, o setor movimentou cerca de US$ 15 bilhões, um crescimento de 35% em relação ao ano anterior.

A Benner Sistemas, uma empresa brasileira de software de gestão empresarial, pegou uma carona no bom momento vivido pelo setor e registrou, em 2008, um faturamento de R$ 54,3 milhões, um crescimento de 18,68% em relação a 2007. "Para este ano nossas expectativas são bastante positivas e, apesar do cenário econômico atual, nossa meta de crescimento total será de 45%. Neste momento as empresas buscam reduzir custos e melhorar a eficiência dos processos, e a terceirização tem surgido como a melhor alternativa ", explicou ao DCI Severino Benner, diretor da Benner Sistemas.

O executivo afirmou que outra aposta da companhia para este ano é a atuação no segmento de sistemas de saúde, mercado em que a Benner passou a atuar mais fortemente no ano passado, depois da aquisição da TopMed (especializada em gestão de programas de saúde). De acordo com Benner, a empresa fabrica softwares que monitoram a saúde dos funcionários de uma determinada empresa, reduzindo os custos dos planos de saúde da companhia, além de melhorar a produtividade dos colaboradores. "As empresas estão buscando melhorar a produtividade dos colaboradores e para isso é necessário cuidar da saúde, reduzindo os custos com assistência médica", explica. Também está nos planos da empresa ingressar, ainda este ano, no mercado de saúde pública por meio de aquisições ou de uma joint venture.

Hoje, os serviços de terceirização de processos correspondem a 10,09% do faturamento total da Benner, abaixo apenas dos negócios relacionados às soluções para a área de saúde (37,28%) e dos relativos a licenças e serviços do ERP Benner corporativo (28,83%). As soluções para a área de governança corporativa correspondem a 9% do faturamento total da empresa, enquanto as verticais de turismo, transportes e business intelligence (BI), somadas, respondem por 14,51%.

Vendas

A Cimcorp, outra empresa brasileira especializada em gestão de infraestrutura de TI, encerrou o ano de 2008 com crescimento de 20% e faturamento de vendas de R$ 170 milhões. Tadeu Fucci, presidente da Cimcorp, explica que os bons resultados são consequência da reformulação do leque de soluções da empresa, que passou a agradar mais aos clientes que precisavam reduzir custos e aumentar produtividade. "Nossas soluções estão ajudando nossos clientes a fazer mais, com menos", contou o executivo, que deve investir cerca de R$ 7,5 milhões no País este ano.

Outro sinal de que os bons resultados serão repetidos é que os números do primeiro trimestre deste ano já sinalizaram um crescimento da ordem de 50 a 55%. "Em dezembro do ano passado, nossa previsão era de crescer cerca de 8%, mas já revimos nossa previsão de crescimento para 55%", disse o executivo. Até o final de março, a Cimcorp já havia cumprido 40% de suas metas e a expectativa é de que, até o final do primeiro semestre, os volumes obtidos representem 80% das vendas do ano passado.

Para incrementar os resultados, a Cimcorp criou, este ano, uma unidade de negócios voltada exclusivamente para a prestação de serviços, que já representa 40% do faturamento da empresa. A expectativa é de que com a nova área este percentual passe a 60% em três anos, no primeiro dos quais espera-se uma receita de venda direta de R$ 8 milhões, com 30 novos clientes.

O setor de tecnologia da informação (TI) cresce com a crise. Motivo: cresceu a demanda por seus serviços, por parte de empresas de variados portes que buscam soluções tecnológicas para reduzir os custos e aumentar a produtividade. O mercado está tão aquecido que, de acordo com a consultoria IDC e a associação das empresas do setor, os segmentos de software e serviços crescerão em torno de 9% este ano, com um faturamento que deve chegar a US$ 16,36 bilhões. Em 2008, o setor movimentou US$ 15,01 bilhões.

Fonte: www.dci.com.br

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