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Setor moveleiro está otimista pela redução de imposto sobre laminados ecológicos

O setor moveleiro gaúcho está otimista em relação ao pedido feito pela Associação das Indústria de Móveis do RS (Movergs) para que o Ministério da Fazenda reduza o IPI das indústria de laminados que utilizam garrafas PET recicladas como matéria-prima. Elas não foram beneficiadas pela redução de 15% para 5% na alíquota ocorrida em 31 de março e que atingiu apenas as fabricantes de laminados normais.
Segundo o presidente da Movergs, Ivo Cansan, o pedido deve se atendido porque além de ser uma atitude ambientalmente responsável, a idéia foi bem aceita pelo secretário-adjunto para Política Econômica do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique de Oliveira, com quem se reuniu em agosto, em Brasília.
A expectativa é que a medida, caso aceita, cause um efeito cascata positivo na cadeia produtiva, a começar pelos catadores do material. Um documento está sendo elaborado para mostrar vantagens da redução do imposto. Confira a entrevista.

NEGÓCIOS RS – Porque a entidade tem a expectativa de ser atendida? Quais são os indicativos para isso?

Ivo Cansan – Temos a certeza que o Dyogo Oliveira entendeu bem os pontos que colocamos, pois os laminados normais, como os painéis de madeira e outros insumos, foram beneficiados com a redução do IPI em 31 de março deste ano. Já os laminados PET não se enquadraram nas NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) descritas e estão de fora da lista destes insumos com redução da alíquota de IPI. Sabemos que os laminados PET, além de serem ecologicamente corretos, são provenientes de materiais de garrafas PET, que são recolhidas nas ruas por cooperativas de catadores. Isso ajuda a preservar o meio ambiente. O Dyogo Oliveira achou a idéia muito boa e irá analisar com urgência a solicitação, por isso vemos com grandes possibilidades de aprovação.

NEGÓCIOS RS – Qual o conteúdo desse documento que está sendo elaborado?

Ivo Cansan – Estamos formando um documento com todas as explicações, desde a coleta dos PET até seu processamento para se tornar um laminado. Ali, mostraremos todos os envolvidos; quanto de imposto é pago desde a fabricação das garrafas até seu reaproveitamento; quantas pessoas de baixa renda esse processo auxilia; e quanto a natureza se beneficia com esse reaproveitamento.

NEGÓCIOS RS – Se o pedido for atendido, quantas empresas serão
beneficiadas diretamente? Ou seja, quantas empresas o Rio Grande do Sul tem no setor de laminados ecológicos?

Ivo Cansan – São dois fabricantes que terão os mesmos benefícios dos demais fabricantes de laminados plásticos. Mas temos toda a cadeia produtiva moveleira como beneficiária da medida.

NEGÓCIOS RS – H á uma previsão de quando o Ministério baterá o martelo definitivamente sobre a questão?

Ivo Cansan – Nunca temos previsão em se tratando de um tema a ser analisado pelo Governo Federal através dos Ministérios, pois é um processo complexo que envolve mais do que simplesmente os laminados PET para o revestimento de madeira e painéis para fabricação de móveis.

Fonte: http://negociosrs.com (08/09/2010)

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