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Setor moveleiro recebe consultoria europeia sobre produção de chapas no Brasil

Superfícies com bolhas, variações dimensionais e falhas no envernizamento. Estas são algumas das dificuldades enfrentadas pelos fabricantes de móveis brasileiros, especialmente produtores de painéis de média densidade, mais conhecidos como MDF. Com o objetivo de diminuir os defeitos de acabamento na superfície dessas chapas, o Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas (PAIIPME), em parceria com Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL), realiza até o final de fevereiro uma consultoria internacional com o especialista espanhol Rubén Máñez Gavilá, técnico do Departamento de Logística e Tecnologia de Processos do Instituto Tecnológico del Mueble, Madera, Embalaje y Afines (AIDIMA), sediado em Valência (Espanha).
 
Por meio de visitas técnicas a empresas e entidades do setor, Gavilá observará os principais problemas de fabricação já diagnosticados, analisará suas causas e efeitos, avaliará o impacto dessas falhas nos processos das empresas, desenvolverá um diagnóstico técnico sobre os pólos moveleiros visitados e fará recomendações de ajustes e de adequações. “O consultor analisará especialmente as chapas de MDF cuja pintura é curada por tecnologia ultra violeta (UV)”, explica Clayton Campanhola, diretor do PAIIPME, Projeto financiado por Brasil e União Europeia e executado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
 
De acordo com o presidente da ABDI, Reginaldo Arcuri, com esta iniciativa o PAIIPME e a ABIMÓVEL pretendem aprimorar o conhecimento de pequenas e médias empresas do setor moveleiro sobre mercados potenciais. “Nosso objetivo é estimular essas empresas a adaptarem suas tecnologias, processos produtivos e serviços para realizar com sucesso operações internacionais”, diz Arcuri. Para Campanhola, o Projeto espera ainda melhorar a capacidade de inovação das empresas. “Com isso, elevamos sua competitividade dentro e fora do País”, conclui o diretor.
 
As atividades do PAIIPME são realizadas por meio de parcerias com entidades nacionais, setoriais e locais, públicas e privadas, que executam 31 subprojetos específicos, dos quais 15 são desenvolvidos por meio de acordos de cooperação técnica e 16 são projetos locais de subvenção, que apóiam diretamente as pequenas e médias empresas. Com um orçamento de 44 milhões de euros (metade proveniente de fundos não-reembolsáveis da União Europeia e metade proveniente de fundos brasileiros de origem pública e privada), trata-se do maior projeto de cooperação técnica, em execução, financiado pela União Europeia na América Latina.

 

Fonte: Painel Florestal (25/02/2010)

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