Setor precisa agregar valor
Onda de empreendimentos de alto luxo no Ceará muda nível de exigência por design em móveis e acessórios.
A mudança no perfil do mercado imobiliário no Ceará, com o ´boom´ de
projetos residenciais e hoteleiros de alto luxo, obriga as empresas dos
pólos moveleiro e de serrarias a investirem em tecnologia que se
reverta em agregação de valor. A avaliação é do presidente do Sindicato
das Serrarias do Estado do Ceará (Sindiserrarias), Assis Almeida.
Ele
argumenta que o elevado nível de exigência que impera hoje no mercado
local faz com que serrarias e movelarias precisem ofertar bens com
acabamento superior e design mais moderno, suscitando a importância de
que estas passem por modernizações.
Segundo Almeida, o nicho de
mercado tem experimentado margem de crescimento praticamente constante
ao longo dos últimos ano, oscilando ao redor da média de 10% a cada
ano. ´Nosso crescimento pega carona na expansão do crédito imobiliário
no País e nos projetos movidos a capital estrangeiro que ganham força
no litoral do Estado´, avalia o presidente do Sindiserrarias.
Atualmente,
cerca de 90% da demanda interna é atendida com a produção que sai das
pouco mais de 400 serrarias espalhadas pelo Ceará — só em Fortaleza
estão algo em torno de 90 fábricas. O restante vem de estados com maior
tradição no setor, como o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. ´Os
sulistas ainda são uma referência muito forte de qualidade e escala na
fabricação de móveis´, reconhece Assis Almeida.
Ele acredita que
o pólo nordestino ainda não tem força para atrair empresas fabricantes
de maquinários e equipamentos para a Região, mas adverte que os
moveleiros e serralheiros locais têm de investir nestes equipamentos se
quiserem continuar se beneficiando da expansão sentida no mercado.
Apesar
de ainda não fazer frente aos seus concorrentes da outra Região,
empresas cearenses têm espaço em mercados na África, como Cabo Verde e
Senegal, e já começam a abrir as portas da Europa, enviando mercadorias
para Portugal. ´Muito da inventividade das nossas oficinas vem do fato
de vivermos em uma região tão quente, o que nos leva a pensarmos em
alternativas que tornem os ambientes mais agradáveis´, aponta Almeida.
Evento traz opções
Novidades
dos setores de movelarias, marcenarias e serrarias serão apresentadas
para pequenos e médios empresários locais na I Feira de Máquinas e
Componentes para a Indústria de Esquadrias e Móveis (Femac), que começa
amanhã e segue até sexta no Centro de Convenções Edson Queiroz. O
evento, que ocorre simultaneamente ao I Encontro Norte e Nordeste de
Movelarias e Marcenarias, deve ter atrair um público total de
aproximadamente seis mil pessoas e contar com 60 expositores.
Fonte: <http://diariodonordeste.globo.com/> 23/08/2007








