Taxas cambiais limitam tecnologia
Para o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), Luiz Attilio Troes, novamente esta se concluindo um semestre com muitas dificuldades.
Apesar de alguns avanços no semestre, motivados pelas mudanças sociais ocorridas no mundo inteiro. “Conseguimos enxergar que as coisas estão mudando rápido. A Movelsul realizada em Março deu mostra de quanto crescemos. As empresas de móveis estão conseguindo ir além dos problemas e manter-se, mesmo fechando postos de trabalho”, afirma. Para reverter a situação, Troes defende a urgente necessidade de mudanças cambiais: “Na realidade, o setor precisa que sejam modificadas as tarifas cambiais, para poder respirar melhor. Tem que haver desonerações tributárias para todas as exportações, não só para móveis. Precisa diminuir porque é um setor que traz renda para o país”.
Segundo o presidente da Movergs, os entraves financeiros limitam a melhoria tecnológica: “Precisamos incorporar essas novas tecnologias, que não estamos comprando por conta das dificuldades tributárias. Estamos perdendo para outros países”.
Na semana passada, Troes participou de reunião com o ministro Guido Mantega e recebeu o retorno de que o governo federal implantará medidas para auxiliar o setor. O presidente da Movergs lembra que os móveis brasileiros estão cada vez menos competitivos no mercado externo (-16%). O Rio Grande do Sul é o segundo estado exportador de móveis. No período de Janeiro a Maio de 2006, as exportações diminuíram em 7,2%. A entidade calcula que 10 mil postos e trabalhos já foram fechados no Estado por conta deste desempenho negativo.
Dentro do planejamento para sair da crise, Troes sugere a articulação para baixar custos: “As empresas precisam procurar saídas com os fornecedores de insumos, logística mais adequada, maximização da infra-estrutura das fábricas, novos canais de vendas, entre outras formas”.
A programação para o segundo semestre inclui a continuação doas campanhas de valorização do móvel no mercado brasileiro. “Também esperamos não ter tantas influências prejudiciais . A demanda retraída de produção e venda pode ser retomada para os próximos seis meses”, acredita.
Fonte: Jornal Gazeta, de Bento Gonçalves, n°2038 – de 11/07/2006








