Tendências internacionais na preservação de madeiras
Novos produtos surgem no mundo todo em curto espaço de tempo, substituindo o que existia antes. Na preservação não é diferente. Exceto para um “clássico”, como o cobre, que até hoje não tem substituto à altura.
A tendência pôde ser verificada em um dos fóruns
internacionais mais respeitados, o IRG – International Research Group 39
Annual Conference, realizada em Istambul, Turquia, este ano. Tudo começou
com uma campanha nos Estados Unidos, no começo da década passada, contra o
elemento arsênio. A opinião pública foi fustigada com supostos eventos de
contaminação, jamais comprovados. Ao contrário, a Gradient Corporation
foi a campo e comprovou que nenhum dos casos relatados, que colocaram a
população na defensiva, devia-se à presença do arsênio (Evaluation of Human
Health Risks from Exposure to Arsenic Associated with CCA – Treated Wood – Oct,
2001 – Dra. Bárbara Beck).
Entre diversos candidatos a substitutos, os principais foram
o Quatz e o Azolis, sempre em meio amoniacal. Qual o maior
problema deles? Simplesmente, preços. Estas alternativas custam quatro vezes
mais do que o CCA, um preservativo de madeira que se tornou referência em todo o
mundo – tanto no quesito segurança, quanto em matéria de eficácia – em mais de
70 anos de uso nos campos e nas cidades. Mas as alternativas não deixam a
desejar apenas em matéria de custos. Seu desempenho também não justifica
plenamente uma troca.
Contrariedades – Problemas com as
alternativas ao CCA começam a roubar a cena no palco internacional da
preservação. Um dos pontos fortes apresentados pelos fabricantes, é que a nova
geração de preservativos oferece menor toxicidade e, portanto, menos risco
ambiental. Mas, se levado em conta o fenômeno da lixiviação, essas alternativas
têm menor poder de fixação na madeira e lixiviam para o meio ambiente em
quantidades muito elevadas se comparadas ao CCA.
Outro problema com a nova geração de preservativos, diz
respeito ao crescimento de fungos emboloradores, os chamados “míldios”. Para
combatê-los, esta categoria de produtos precisa de aditivos. Todos os
fabricantes procuram uma saída e o cobre, por ser a única solução eficaz e
viável até o momento, acabou na berlinda injustamente.
Corrida contra o tempo – Trabalhando em
conjunto, duas empresas dos Estados Unidos desenvolveram o chamado “cobre
micronizado” (MCQ), que contém aditivos fungicidas e sinergia contra insetos.
Elas negociavam seu produto em substituição ao ACQ (cobre solúvel) que, por sua
vez, foi apresentado ao mercado como o substituto à altura do CCA em
determinadas classes de risco a que se expõe a madeira. Acontece que o CCA
continua com ampla aceitação e sem contra-indicações reais para tratamento de
postes, mourões, cercas e materiais estruturais de construção.
Além disso, alguns testes de campo produziram resultados
adversos. Numa avaliação independente, Darrel Nichols, autoridade
internacionalmente reconhecida em preservação, demonstrou a diferença entre os
dois produtos com uma amostra de estacas-controle tratadas com ACQs e MCQs. A
desvantagem ficou com os MCQs.
Fonte: <http://www.madeiratotal.com.br>
Fonte: <http://www.madeiratotal.com.br>








