Uso de madeira de florestas plantadas cresce 7% ao ano
Cresce em torno de 7% ao ano, no Espírito Santo, a procura por madeira proveniente de florestas plantadas.
A escassez de madeira de lei das florestas nativas e o rigor da legislação
voltada para a preservação do que ainda resta de Mata Atlântica estão ampliando
as oportunidades de negócios com madeira de floresta plantada. E o eucalipto é a
variedade que mais se destaca.
Segundo o presidente da Associação
Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM), José Anthero Bragatto, o
eucalipto é muito demandado para atender aos setores de ferrovia, siderurgia,
eletrificação rural, indústria moveleira e também para a produção de carvão.
Além da celulose.
Utilização: Com a dificuldade de conseguir madeira das
florestas nativas, as toras de eucalipto estão sendo usadas como dormentes para
as ferrovias. Os estrados e calços de madeira para embalar as bobinas de aço que
são embarcadas nos navios também são feitos de eucalipto.
O programa Luz
no Campo voltou a estimular o uso de postes de madeira e o eucalipto é a bola da
vez. Os postes de concreto, destaca Bragatto, não são utilizados para a
eletrificação de áreas de difícil acesso porque, além de mais pesados, sofrem
avarias no transporte. O carvão utilizado nas siderurgias também é feito com
madeira de eucalipto. Na indústria moveleira também cresce a fabricação de
móveis diversos com madeira de eucalipto. No Brasil, segundo dados da ABPM, o
consumo de madeira tratada é de 1 milhão de metros cúbicos por ano.
No
Estado, o consumo é de 4.000 m3 por mês. Para os mourões utilizados nas cercas,
são destinados 60% da madeira tratada. O mercado ferroviário e de eletrificação
rural consomem 30% da madeira tratada (15% cada). O setor moveleiro e a
construção civil consomem 10%.
No Brasil existem 250 empresas que atuam
ramo de madeira tratada, sendo dez delas no Espírito Santo. O setor gera 3.500
empregos diretos no país e 300 no Estado.
No final do mês passado, a
ABPM assinou com o Instituto Ethos o pacto para combater o trabalho escravo no
país. As empresas do setor reforçaram a luta em defesa da legalidade trabalhista
e ambiental.
Fonte: <http://www.remade.com.br>








