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Venda de máquinas apresenta alta de 1,1%

Depois de chegar ao fundo do poço entre os meses de dezembro e janeiro, como destacou ontem o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, o setor começa a perceber uma retomada no número de pedidos, que em fevereiro já apresentou elevação de 1,1% sobre o mês anterior.

Ainda assim, na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda é de 6,5%, conforme os dados da entidade.

Parece que está ocorrendo uma leve oxigenação, mas o balanço de março é o que vai nos mostrar se estávamos no fundo do poço. Segundo ele, o BNDES também verificou aumento no número de consultas sobre financiamentos.

Em fevereiro, o faturamento dos fabricantes nacionais de máquinas e equipamentos foi de R$ 4,8 bilhões, 6,7% maior que o de janeiro e 23,6% inferior ao registrado no mesmo mês de 2008. O consumo aparente, que desconta as exportações e acrescenta as importações, encerrou o mês em R$ 6 bilhões, queda de 5,2% sobre janeiro e de 9% quando comparado a fevereiro do ano passado.

A previsão de faturamento para 2009 é de um recuo entre 20% e 30%. Em 2008, o resultado foi de R$ 78 bilhões. Se ficar em 20% vamos considerar um resultado razoável, afirmou o presidente da Abimaq. Para ele, medidas como a do governo de São Paulo, que há pouco mais de um mês anunciou o adiamento do ICMS pago na aquisição de bens de capital, podem facilitar a retomada das vendas.

A medida do governo paulista, no entanto, segundo o vice-presidente da entidade, Carlos Pastoriza, ainda não foi regulamentada. E o atraso estaria atrasando a entrega de pedidos já colocados. Como os clientes sabem que o governo concedeu o benefício, esperam para adquirir o equipamento por um preço menor, disse Pastoriza.

Na opinião dos dirigentes, existem boas intenções dos governos estaduais e federal, mas algumas medidas anunciadas ainda não tiveram efeito prático nas empresas. Para Aubert, a retirada da exigência do laudo técnico independente para a importação de máquinas usadas é um contrassenso. Estamos nos mobilizando para reverter esta medida. Imagina se a Alemanha ou o Japão, no meio desta crise, vão permitir a importação de equipamentos usados, indagou.

Em relação ao nível de emprego, a entidade divulgou que desde o agravamento da crise financeira, em outubro, já foram cortados mais de 12 mil empregos. Outubro registrou o recorde de vagas nos fabricantes de máquinas e equipamentos, quando chegou a 250 mil.

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