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Vitamina C poderá revolucionar indústria de plásticos

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos, descobriram que a vitamina C, além de ajudar a tratar resfriados, também pode ser utilizada para melhorar dramaticamente o rendimento do processo de fabricação de plásticos.

Vitamina C poderá revolucionar indústria de plásticos

Plástico vitaminado

Na semana passada, cientistas apresentaram uma nova técnica para fabricar plásticos que, além de mais eficiente e mais barata, é muito menos danosa ao meio-ambiente.

Agora, quase que simultaneamente, outra equipe de pesquisadores, desta vez da Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos, descobriu que a vitamina C, além de ajudar a tratar resfriados, também pode ser utilizada para melhorar dramaticamente o rendimento do processo de fabricação de plásticos - uma técnica chamada de polimerização por radicais livres.

Plásticos são polímeros - longas cadeias de moléculas, normalmente muito complexas, montadas a partir de unidades químicas menores e mais simples. Utilizando a polimerização por radicais livres, os engenheiros químicos conseguem construir plásticos adequados para inúmeras aplicações diferentes - da levíssima espuma de um travesseiro até uma rígida estrutura para a maçaneta de um carro.

Mas, para algumas dessas aplicações, as moléculas básicas que virão formar os polímeros não se ligam facilmente. Para resolver o problema, os engenheiros criaram um método chamado de polimerização radicalar por transferência atômica, que facilita a montagem das cadeias poliméricas.

Agora, os cientistas descobriram que a adição ao processo de vitamina C, glucose ou outro agente absorvedor de elétrons, consegue diminuir a necessidade do catalisador metálico (cobre) por um fator de 1.000. Como o catalisador precisa ser removido dos produtos finais, menos cobre significa muito menos resíduos, desperdícios e menores custos para sua remoção.

Agora, com duas descobertas quase simultâneas, ambas apresentando soluções mais ambientalmente corretas, não há porque a indústria de plásticos não passe por uma significativa reformulação nos próximos anos.

Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010160061108

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